domingo, 3 de outubro de 2010

O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

Bertolt Brecht

domingo, 19 de setembro de 2010

Picolépolis- Rubem Alves

Era uma vez uma cidade chamada Picolépolis. Ela se chamava Picolépolis porque nela todos eram loucos por picolé. Era elegante andar pelas ruas chupando picolé. Nas festas, serviam-se picolés. As pessoas educadas conversavam sobre os picolés.
Os pais aconselhavam os filhos: "É preciso trabalhar muito para que nunca faltem picolés para os seus filhos". E, nas campanhas políticas, o picolé era sempre o tema mais discutido.
Os candidatos faziam promessas de aumentar a produção de picolés, e os partidos de esquerda prometiam medidas para democratizar o picolé.
Mas havia os pobres, que não tinham dinheiro para comprar picolés, que eram coisa de gente rica. Em vez de picolés, eles comiam cachorros-quentes. Comer cachorro-quente era marca de pertencer a uma classe social inferior.
Os picolés eram fornecidos por um empresário que tinha uma fábrica de picolés. Ele fabricava picolés brancos, amarelos, vermelhos e verdes. Os mais procurados e mais caros eram os picolés brancos. Só os ricos mesmo podiam chupar picolés brancos.
A empresa do dito empresário produzia 50 picolés por dia. Mas, como havia, diariamente, mais de mil pessoas querendo chupar picolé, sempre sobravam mais que 950 pessoas insatisfeitas. Queriam chupar picolé e não podiam.
Um outro empresário percebeu que ali se encontrava um mercado maravilhoso! Era lucro certo montar uma fábrica de picolés. Montou uma segunda fábrica de picolés.
Mas ela também só tinha capacidade para produzir 50 picolés. Ficava uma população de mais de 900 pessoas sem chupar picolé. Um outro empresário pensou como o segundo e fez também sua fábrica de picolés, que também produzia 50 picolés.
Vendo o que estava acontecendo, o primeiro empresário teve uma idéia de gênio: duplicar a produção de picolés. Sua fábrica, em vez de produzir picolés somente durante o dia, passou a produzir picolés também durante a noite, o que foi rapidamente imitada pelos outros.
Mas, como a população crescia, crescia também o número de pessoas frustradas por não haver picolés que chegassem para todos. Esse, portanto, era um mercado maravilhoso, inesgotável. Investir no mercado de picolés era lucro certo.

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Troque "picolés" por "ensino superior" e você compreenderá a minha parábola. O sonho de todo pai e de toda mãe, com aspirações de ascensão social, era que o seu filho "tirasse diploma". Diploma era garantia de sobrevivência. Emprego certo. Mais do que isso: status.
O orgulho da mãe que proclamava: "Meu filho vai tirar diploma de médico". Um diploma universitário passou a ser o desejo supremo dos pais para os seus filhos.
Mas entrar na Universidade não é coisa fácil. Muitos são os que querem; poucos são os que conseguem. Os que não conseguem ficam olhando com inveja para seus amigos e companheiros que conseguiram.
Os resultados numéricos dos vestibulares revelam:
1) o tamanho do mercado, o total dos que se inscreveram: quantos querem chupar picolé; 2) o número dos que entraram: quantos picolés foram produzidos e consumidos; 3) a população frustrada, que não passou, que deseja um picolé a qualquer preço.
Essa população de insatisfeitos é um mercado com infinitas possibilidades. Quem investe nele tem ganho certo. A criação de faculdades e Universidades se tornou, então, um dos negócios mais seguros do momento.
Somente isso explica a proliferação de faculdades novas e os sucessivos vestibulares, até no meio do ano. Se a demanda existe, nada mais racional, do ponto de vista comercial, do que ampliar a oferta. Mas as Universidades não vendem picolés, vendem chaves. Picolés produzem prazer imediato. Eles são para ser chupados e gozados. Ao final, joga-se o pauzinho fora e compra-se outro.
Mas "chaves" só têm sentido se abrem portas. As chaves que as Universidades e faculdades produzem só são boas se abrem as portas do trabalho.
São milhares de diplomados com suas chaves na mão; mas onde estão as portas? E, de repente, a dura realidade: muitos são os diplomados com chaves na mão, mas poucas são as portas.
Os que ficam com chaves na mão sem portas para abrir não tem alternativa: terão de trabalhar nos supermercados, shoppings, restaurantes, ou se tornam fabricantes de suco ou ficam desempregados.
Uma noite, na cidade de Nova York, comecei a conversar com o motorista de táxi, e ele me disse que era doutor em física, pelo MIT.
São milhares os diplomados que anualmente são jogados no mercado com suas chaves: médicos, engenheiros, fonoaudiólogos, psicólogos, economistas, pedagogos, advogados, dentistas, jornalistas, biólogos, físicos, sociólogos, geógrafos.
Nada irá resolver o problema da relação entre chaves e portas. Não se pode aumentar o número de portas como se aumenta o número de chaves.
Uma vez sugeri que cada estudante cursando um curso universitário "nobre" deveria, ao mesmo tempo, aprender um ofício que seria oferecido pela própria Universidade: marceneiro, jardineiro, serralheiro, mecânico, pedreiro, pintor. Acharam que era gozação. Não era; continuo com a mesma idéia.

De tudo, restam essas duas verdades: 1) fundar Universidades e faculdades é uma opção econômica esperta e garantida; 2) muitos serão os que ficarão com as chaves na mão sem portas para abrir.

domingo, 8 de agosto de 2010

Vento Ventania- Biquini Cavadão

Essa música é a minha forma de desejar um excelente domingo para o mundo inteiro.










Ganhei esse selinho lindo da minha mãe(Blog Pensamento).
Lindíssimo.

Amigas que acompanham o Blog, tenho que pedir desculpas pela ausência aqui, e é claro no blog de vocês, mas é que as coisas na escola não estão nada fáceis.

Sempre que possível leio todos os posts das minhas amigas e comento, mas ultimamente não tem dado certo.

Ótimo domingo e excelente semana

Mil beijos

terça-feira, 6 de julho de 2010

6 de Julho

Frida Kahlo nasceu no México, dia 6 de julho de 1907, sua vida foi marcada por amores, acidentes e doenças, mas principalmente por seu talento em pintar.
As obras de Frida estão diretamente ligadas a sua vida pessoal, fez uso tintas fortes para estampar em suas telas, na maioria auto-retratos, uma vida tumultuada por dores físicas e dramas emocionais. "Pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.”
Procurou também na sua arte afirmar a identidade nacional mexicana, por isso adotava com muita frequência temas do folclore e da arte popular do México.
Casou-se com um dos maiores pintores mexicanos da época, Diego Rivera, com teve um casamento agitado, visto que os dois tinham temperamentos fortes e relacinamentos extraconjugais.
No dia 13 de julho de 1954, Frida Kahlo, que havia contraído uma forte pneumonia, foi encontrada morta. Seu atestado de óbito registra embolia pulmonar como a causa da morte, porém a última anotação em seu diário, que diz "Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar", permite a hipótese de suicídio.

Frida Kahlo: mulher, filha, artista, mexicana, revolucionária, dádiva.

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Há 68 anos Anne Frank, sua família e mais quatro pessoas, passaram a se esconder em um anexo de quartos (Anexo Secreto) nos fundos da empresa do pai de Anne, em Amsterdã. Hitler havia dominado a Holanda e começado a perseguição contra os judeus.
Durante os dois anos que ficaram escondidos receberam ajuda de amigos não-judeus que levavam comida e notícias da guerra.
Anne relatou a vida no esconderijo em seu diário:
“Cerca de dez anos depois do fim da guerra, vai parecer esquisito quando se disser como nós judeus vivemos, comemos e conversamos aqui. (...) Não quero ter vivido inutilmente, como a maioria das pessoas. Quero ser de utilidade e alegria para as pessoas que vivem à minha volta e para as que não me conhecem.”

Os longos meses de silêncio e medo aterrorizante, acabaram no dia 4 de agosto de 1944, ao serem encontrados pelos nazistas.
Separada dos pais Anne e sua irmã, Margot, faleceram vítimas de tifo em março de 45 no campo de concentração de Bergen-Belsen.
O pai de Anne, Otto Frank, foi o único sobrevivente e voltou para Holanda. Foi então que Miep Gies, uma das fucionárias que os ajudou, entregou para Otto o diário que Anne havia escrito.

O diário foi publicado pela primeira vez em 1947, foi traduzido para 68 línguas e hoje é um dos livros mais lidos do mundo.

sábado, 3 de julho de 2010

Corpos- A Exposição

Quinta- feira fui com a escola para São Paulo e fizemos uma viagem super gostosa.
Conhecemos e Cripta da Catedral da Igreja da Sé, comemos pão com mortadela no Mercadão e fomos à Exposição do Corpo Humano que por sinal é fantástica e eu não poderia deixar de compartilhar essa experiência tão boa aqui no blog.

Achei esse vídeo que é muito bom, pois faz um giro por toda a exposição.






Jornal da Gazeta

Repórter: Fernanda Azevedo
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Enfim...Férias

Sempre me falaram que o Terceirão é super puxado e cansativo, mas sinceramente é MUITO mais.
Meus professores no começo do ano diziam que lá para o final maio todo mundo estaria morto, no final de março eu já estava pirando. rs.


Nessas férias eu vou descançar para voltar com força total, pois agora é reta final do vestibular, porém não posso deixar os estudos de lado, só que vou estudar com mais tranquilidade.

P.S falando assim parece que vou para guerra, e não prestar o vestibular. rs

Mil beijos.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

De cara nova.

O Blog Menina Flor, completou um aninho no mês de Abril, e nenhuma comemoração foi feita, portanto, como já estava na hora, o presentinho chegou, um presente mega comunitário, que nada mais é do que um up na aparência e no conteúdo.

Achei que esse design caiu como uma luva para a proposta do blog.
Uma idéia da minha mãe que deu muito certo, foi de postar as redações que eu faço na escola, várias pessoas gostaram, então está implementada.
Músicas, cinema, algumas dicas de vestibulares continuam fazendo parte do blog.

No meio de várias notícias boas, sempre tem aquela chata, ai vai: como eu estou em um período super Pré Vestibular, talvez eu atrase algumas postagem e/ou comentários nos blogs da minhas queridas, mas se Deus quiser todo o esforço que estou fazendo valerá a pena, quando realizar meu sonho de passar no vestibular de economia.

Mil beijos e espero que tenham gostado das mudanças.

sábado, 12 de junho de 2010

O meu amor por você

Minha postagem em comemoração ao Dia dos Namorados é super especial. ( mesmo eu não tendo um.)
É uma música que minhas amigas fizeram para seus amores.
A Gabi e a Isa são hiper talentosas, cantam muito bem e ainda fazem versões lindas e românticas.

O meu amor por você
(versão da música Right here waiting for you)

Mais um dia já se passou
Eu continuo sem você
Seu olhar é como o mar
Que eu não consigo parar de olhar

Sinto você tão perto
Seu amor é o que eu mais quero

Eu vou esperar
Com a ilusão
Que seu coração
Irá me encontrar
Eu tento achar
A palavra certa
Que traduz o meu amor por você

Eu quero ser a outra metade
Que pertence a seu coração
Só você pode salvar
Eu nessa profunda paixão

Baby você não entende.

Que vou te amar para sempre

Eu vou esperar
Com a ilusão
Que seu coração
Irá me encontrar
Eu tento achar
A palavra certa
Que traduz o meu amor por você

Me diga como poderei viver?
Sabendo que não poderei ter você

Feliz Dia dos Namorados

- E para as solteiras como eu Santo Antônio está chegando